terça-feira, 29 de setembro de 2015

Sem rumo

Estar e não estar aqui e ali.
Passar, marcar presença e não estar presente.
Saber que esta ali vendo, participando e não sentindo.
Crise ? Depressão? Vontade de mudar e virar do avesso?Agonia...
Um não sei o que e  para que...
Correr de lá para cá e de cá para lá.Vazio...
Tem dias que acentua. Dias que acontecimentos fazem estremecer qualquer crença.
Não  existe nada além do instante!
Muitas vezes o dia passa, o ponteiro do relógio vai mudando, vem dia após dia e o Teu instante você não viveu. Percebe que foi apenas uma peça da engrenagem.
Muito forte e insano pensar que a existência é tão fugaz.





sábado, 22 de agosto de 2015

Agora é hora!

Palavras dançam chamando na mente.
O desejo é latente.
Gritam urgência.
Cessaram a espera,
Pulsam em cadência...
Agora é hora!
Agora é hora!
Chega de ausência.
Agora é hora!
Agora é hora!
Revelação .
Agora é hora!
Agora é hora!
Ação!]

Sandra Lazzaris

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Passos

Passarada.
De volta ao ninho para lembrar, celebrar e outros para conhecer,
Com carinho,
O princípio da jornada.
Henrique e Djanira deram a largada...
Nove filhos, sete criados.
Filhos, Netos, Bisnetos...
E, a Família continua crescendo!
Devem estar orgulhosos,
Tem descendentes valorosos.
Brasileiros com descendência Portuguesa e Alemã.
Exemplo de vida e luta, deixaram.
Mulheres mais que Guerreiras,
Fortalezas.
Homens lutadores e galantedadores.
Dos altos e baixos todos vencedores.
Cabeças erguidas caminham,
Seguem exemplo de Henrique e Djanira,
Continuam seus passos, ensinando e praticando o legado.
Mistura danada.
Estes são os Passos.

Sandra Lazzaris
04/06/2015

sábado, 16 de maio de 2015

Amor em camadas.


 
Bem dizem que não se escolhe amar. O amor brota como erva daninha. Mesmo que não se queira, pague jardineiro, ponha inseticida, teima e brota.

Ufa!

Em vários níveis se manifesta. O de mãe creio que é o maior exemplo. O dos parentes, amigos e companheiros vibram em outra frequência. Uma talvez mais branda quando se vive com respeito ao próximo, aos animais, plantas e lugares compartilhados.

Quando criança somos mais transparentes deixando fluir livremente o que sentimos. Vamos crescendo e os conceitos  que vão nos ensinando, as situações que vivenciamos normalmente  vão nos endurecendo, muitas vezes apagando a chama linda do amor.

Não, ela não some. Mesmo que se queira eliminar.

Tenho tido oportunidade de vivenciar vários graus deste sentimento ao longo do meu meio século e ainda me surpreendo com minhas reações.

Por mais dura que imponha, meu olhar me entrega. Fico agoniada quando a raiva em uma situação impera no momento e sou grata que não perdura.

Mais de uma vez me senti fora do mundo por ver o lado bom das pessoas, inclusive das "declaradamente" ou "rotuladamente" ruins.

Constatei várias vezes que esse meu lado mais me prejudicou do que ajudou. Sou transparente no olhar e ponto final.

Aceito que não guardo rancor e com certeza é uma forma de amor.

E, hoje, na concepção atual neste mundo, chego a pensar que não é qualidade.

Não sou burra e vejo a Lei da Vantagem prosperar. Que se puder tirar vantagem do bobo ou boba cidadão não há hesitação.

Como sempre escreve um colega "Só observo..."

Enfim, sei que não vou mudar. É da minha essência.

Tive a certeza disso revendo fotos minhas desde criança. O olhar transparente e crível.

Ontem, foi outro exemplo, no modo negativo. Fiquei muito mau por constatar que fiquei com raiva de uma situação vivida no trabalho com uma pessoa que vive nas ruas e que se droga. Sempre opto por solucionar na paz e conversar nestas situações, objetivo que não pode ser alcançado. Em plena 6:29h da manhã o problema surgiu no balcão da lanchonete. Conversa vem, conversa vai, acordo nenhum, salão lotado e mãos atadas. Chamei a segurança que quando chegou não resolveu de imediato. Ou digamos, paliativamente, pois não permaneceu no local. Assim que partiu a pessoa problema voltou. Uma vez, outro chamado, outra solução parcial, outra vez, outro chamado... Cansada, vendo a pessoa ir abordar os clientes nas mesas fui ate ela argumentar. Fui falando educadamente que ele tinha sido bem tratado, tinha ganho comida da empresa, de outros clientes (essa é outra história...) e que se ele poderia ir embora (não falei do cheiro terrível que ele exalava, pois não teria como, geraria mais problema...). Não fiz mais que uma pessoa educada e paciente faria. De repente, ele que se fazia de bobo falou que tinha obrigação de dar as coisas para ele e me empurrou!

Tá, eu sei que se ele fosse normal, não viveria na rua e nem escolheria esta opção.

Não revidei, recuei, deixei ele no salão e chamei a policia.

Acabou tudo bem. Mas apesar de ler nos olhos dele a indiferença, o simplesmente o nada, saber que minha reação foi de raiva, indignação, medo e vulnerabilidade. Por uns instantes senti e queria o fim dele.

Mas quando a policia chegou e perguntou se eu queria que "dessem um pau nele", porque ele vivia atormentando os estabelecimentos, que ele era louco e não dava para prever a reação. Fiquei estarrecida e ao mesmo tempo não quis essa solução. Não é esta a solução. É um ser humano.

Muito confusa e nervosa fiquei o dia todo. Ainda estou com misto de pavor e amor ao próximo.

Puxa, tem que ter uma solução para isso, e não é a violência.

Não vou ser eu a autorizar. Mas por ser assim sei que outras situações vão ocorrer e minha voz interior vai falar mais alto.

Uma terapeuta um dia me falou que "Quanto mais a gente se abaixa mas chutam o nosso traseiro".

Não concordei com a crueza da frase. Porém é o que se percebe vendo os jornais e convivendo atualmente neste mundo.

Chego a ter dúvidas se nasci na época ou no planeta certo. Me sinto uma ET.

Voltando ao ponto, sempre tive este sentimento, nunca eu distingui ninguém por credo, classe e crença.

Já endureci o coração para me esconder dos meus sentimentos. Porém sou grata por não conseguir manter a farsa.

Vendo minhas fotos desde pequena, analisei tudo que vivi, obtive certezas e deixei coisas para lá. Mantive as boas. Reconheci sentimentos perdidos e achados. Vi que todos tem lugar e tinham que ter acontecido e acontecer. Uns as chaves dos baús puderam ser fechadas, outros não vão ser fechadas nunca, tenho certeza.

Mesmo hoje que o rapaz drogado voltou sem estar drogado, não fez nada, não me arrependi de não ter autorizado violência.

Espero estar certa. Sou coração e amor e não vou mudar.

 

Sandra Lazzaris

 

 

 

sábado, 4 de abril de 2015

Relexões Páscoa 2015

Renovação, renascimento, transformação, introspeção, análise, comportamento, comprometimento, amor incondicional e perdão estão embutidos na mística simbologia da Páscoa.

Morrer e renascer. Oportunidade de repensar o seu Eu e a forma de viver e conviver.

Num mundo tão atribulado e corrido esta hora é a hora de refletir. Um dia  que foi eleito, Sexta-feira Santa, basta. Sim, é suficiente para plantar a semente para mudança. Nos outros dias, com certeza ela vai crescer, devagar, rápido ou até ficar inativa. Estará lá a espera da Sua vontade.

O livre arbítrio estará presente sempre. Pegar ou largar a oportunidade.

Nós sempre vamos ser chamados para desenvolver o melhor do nosso Ser. Vão aparecer sinais, pistas, motivos, situações e teremos que enfrentar o dilema do " Sim" e  do "Não"  e suas lições.

Então procure escolher o que é correto para você no momento, não faça nada no impulso, use o bom senso e que seja condizente com ações de cidadania, não importa sua crença. Ser do Bem é que todas as Religiões ensinam.

Feliz Páscoa!

Sandra Lazzaris

quarta-feira, 11 de março de 2015

Ver ou enxergar?

Ver ou enxergar? Embalagem ou Conteúdo e embalagem? Passar os olhos ou registar?
Muito difícil responder...
Às vezes é melhor deixar passar. Que fique só a imagem e dane-se a mensagem.
Uso, abuso e descarte. Simples. Sem razão e emoção. Racional e material.
Dar valor? Deixar que o sentimento exista? Respeito? Convivência e Cidadania?
Itens caros. Caríssimos, difíceis de lidar , viver e ensinar.
Facílimo é usar, amassar e jogar fora. Pegar na prateleira, pagar, usar e descartar.
Hoje sai mais barato. É que se vê mesmo sendo o que você não aprendeu.
Reciclar. Dar outra chance de acertar. Ai meu Deus! Quem desta época está realmente fazendo?
Lei do menor esforço impera. A da vantagem, nem se fala.
Que pena! 
Os relacionamentos no âmbito pessoal, corporativo, político e social vivem troca de valores, materialidade, vaidade e descaso.
O "Eu"é o centro do Universo e que se danem os outros.
Aproveitar a qualquer custo não importando o que é a quem atinja.
Em 2015 alguns resultados deste comportamento estão pipocando...Assustando.
Prever aonde isso vai para e estar aqui para ver o que ainda vem pela frente nem o melhor Guru pode arriscar...

Sandra Lazzaris

domingo, 11 de janeiro de 2015

Agradeço por 2014. Saúdo 2015.

Foi um ano cheio de emoções e acontecimentos e sou grata por isso.
Hoje considero um ano para aprendizado. Muito mais que qualquer outro.
Já ouvi, estudei, preguei sobre adaptação e mudanças. Mas viver tantas situações aonde tive que praticá-las, nunca! Cheguei ao meu limite do meu limite e vi que uma Força Maior faz com ele seja expandido.
Agradeço as bênçãos dirigidas a mim, amigos e familiares. Todas elas, mesmo que ainda não tenha compreendido e descoberto algumas.
Minha crença de um Mundo melhor para todos está mais presente apesar de que não é o pensamento que se vê por aí.No dia a dia, lidando com o público dá para perceber que a mudança é positiva. Continuo acreditando na Família, na Amizade e no Ser Humano. Todos são importantes, tem seu valor, seu espaço e valor.
Agradeço, agradeço e agradeço.
Neste início de 2015 o furacão não dissipou, às vezes parece que está reunindo mais e mais energia e num piscar deixa a Luz entrar por segundos. Que seja um sinal de bonança e estabilização e não amostra do que vem pela frente.
Confiando no Universo e na Harmonia, desejo que 2015 seja um Ano de edificação da base da Paz, Alegria , Amor, Abundância, Fraternidade.

Sandra Lazzaris